IDEC defende o consumo consciente há 25 anos

Repórter Eco deste domingo (23) ainda traz o Velho Chico visto sob o olhar do fotógrafo Adriano Gambarini. Às 17h30, na TV Cultura

Maria Ângela Silveira de Souza Arte & Cultura

21/09/12 18:04 - Atualizado em 21/09/12 18:05

repórter eco - idec

O Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), uma associação sem fins lucrativos, que tem entre suas metas promover a educação para o futuro, completa 25 anos em defesa do consumo consciente. O Repórter Eco deste domingo (23/9) destaca os avanços conquistados pela organização, em reportagem que vai ao ar às 17hh30, na TV Cultura.

Tudo o que a gente compra pode ter um maior ou menor impacto sobre o meio ambiente. E uma das principais funções do Idec é promover a educação para o consumo. Em 2001, o Instituto fez uma pesquisa sobre reciclagem em dez municípios brasileiros, para saber onde iam parar os resíduos daquilo que se consome. Também testou a eficiência energética dos eletrodomésticos, dando opções na hora da compra para a escolha dos produtos que gastam menos energia.

A coordenadora executiva do Idec, Lisa Gunn, entrou na equipe em 2002 para criar um Manual para o Consumo Sustentável, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, que foi adotado como material didático pelo Ministério da Educação. “A crise socioambiental que a gente vive hoje está extremamente ligada aos nossos padrões de produção e consumo...  A carne que você come todo o dia pode estar relacionada com o desmatamento da Amazônia. Então, a gente tem que começar a fazer essas conexões entre os problemas socioambientais que a gente enfrenta e os nossos hábitos de consumo", afirma Lisa.

Um dos mais importantes fotógrafos do Brasil registra a riqueza cultural e a biodiversidade em torno do rio São Francisco,no livro Velho Chico, o Rio. Adriano Gambarini é geólogo formado pela USP (Universidade de São Paulo), especialista em cavernas e fotografa profissionalmente há 20 anos. O livro nasceu das viagens que fez da nascente à foz do Rio São Francisco. Seu trabalho destaca plantas e animais ameaçados de extinção, cachoeiras, a água esverdeada emoldurada pelos cânions, as pinturas pré-históricas nas pedras. Ele quer que o livro seja um convite aos brasileiros para dar valor ao rio. 

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