Você conhece o livro volta ao mundo em 13 escolas?

Os 13 espaços de aprendizagem visitados representam parte das iniciativas que hoje estão reinventando a educação e, pouco a pouco, trazendo para o centro das discussões valores como autonomia, cooperação e felicidade.


Educação

17/07/15 16:30 - Atualizado em 17/07/15 16:33

Os 13 espaços de aprendizagem visitados representam parte das iniciativas que hoje estão reinventando a educação e, pouco a pouco, trazendo para o centro das discussões valores como autonomia, cooperação e felicidade.

Cada iniciativa que abordamos nasceu em contextos bastante particulares, e exatamente por isso são relevantes – por respeitarem suas condições locais. São histórias de espaços de aprendizagem que valorizam seus contextos sociais para responderem aos seus desafios. De escolas que são organismos vivos em constante mutação, que se alimentam do entorno, que respeitam a diversidade.

s práticas realizadas podem ser diferentes, mas há vários princípios em comum levados a sério – a autonomia, a cooperação e a sustentabilidade são alguns deles. “Quando temos princípios, eles viajam. Os princípios vão aos quatro cantos do mundo”, comentou Rachel Lotan, diretora da Escola de Formação de Professores de Stanford (STEP), em um seminário sobre formação de professores realizado na Universidade de São Paulo (USP).

A derrubada das paredes invisíveis

A primeira escola visitada fica em São Paulo. Durante as pesquisas, descobriram várias iniciativas brasileiras que mereciam ser retratadas no livro. Escolheram quatro exemplos bastante simbólicos de mudanças significativas na educação contemporânea: uma escola pública que experimentou colocar em prática sua autonomia pedagógica ao quebrar, literalmente, algumas das suas paredes; uma escola particular que instiga os alunos a estudar temas pelos quais se interessam; uma escola pública para jovens e adultos, com aulas em que pessoas de todas as idades estudam juntas; e, por fim, uma instituição onde as crianças são alfabetizadas enquanto preparam biscoitos. Com essas experiências por perto, já passou da hora do Brasil perder a “síndrome do vira-lata” e começar a valorizar as experiências com raiz nacional.

Além disso, não podemos ignorar que vivemos em um mundo cuja diversidade cultural deve mais nos unir do que afastar. Visitando a Índia, Argentina, Inglaterra, África do Sul, entre outros países, perceberam que, por mais avançado que um sistema educacional possa ser considerado em relação a outro, as mesmas questões humanas e essenciais nos unem, sendo uma delas bastante clara: qual é o propósito da educação?

A escolha por buscar inspiração também fora do Brasil se pautou na necessidade de derrubar as fronteiras para conectar as iniciativas. O momento em que vivemos anseia pelo fortalecimento de redes e plataformas que, hoje, operam isoladamente. A conexão dos pontos dispersos é o elemento catalisador das mudanças.

A estadia em cada escola durou em média cinco dias. Para buscar múltiplas perspectivas, entrevistaram professores, alunos, ex-alunos, pais e fundadores. Observaram aulas, participaram de reuniões internas. Distantes de um olhar teorizador e catalogador, o foco era entender a rotina e, ainda mais, captar a atmosfera do lugar, dos princípios que movem as ações. Ora observaram como estudantes, ora como educadores ou com um olhar de pai e mãe.

Texto retirado do livro.

Para lê-lo na íntegra acesse: https://drive.google.com/file/d/0B8Ga3Zu6Q0gVS09Fc2gzd3Z5UHc/view

 

O cmais+ é o portal de conteúdo da Cultura e reúne os canais TV Cultura, UnivespTV, MultiCultura, TV Rá-Tim-Bum! e as rádios Cultura Brasil e Cultura FM.

Visite o cmais+ e navegue por nossos conteúdos.

Comentários

Compartilhar