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A cor do paraíso

Confira o trailer oficial, sinopse do filme e indicações para uso em sala de aula.

Educação

14/07/11 10:58 - Atualizado em 14/07/11 11:20

Título original: Rang-E-Khoda

Gênero: Drama

Duração: 86 minutos

Lançamento: 1999

Produção: Irã

Classificação etária: Livre

 

O filme

Produção iraniana que recebeu muitos prêmios mundo afora, A Cor do Paraíso narra a comovente história de Mohammad, um menino cego que mora numa escola para deficientes visuais e que, nas férias, volta para seu vilarejo nas montanhas, onde convive com as irmãs e sua adorada avó. O pai, que é viúvo, se prepara para casar-se novamente e encara a presença do menino como um estorvo para a nova vida que pretende levar.

 

Curiosidades

•   O cinema iraniano ganhou grande visibilidade a partir dos anos 1990, principalmente no circuito europeu de festivais.

•   Vários sucessos internacionais dos cineastas desse país ainda estão censurados dentro do próprio Irã.

•   Os diretores mais conceituados são Abas Kiarostami, Jafar Panahi, Mohsen Makhmalbaf e sua filha Samira Makhmalbaf, mas Majid Majidi é o que teve maior aceitação no ocidente, a partir do sucesso de Filhos do Paraíso.

 

Algumas possibilidades de trabalho com o filme A Cor do Paraíso

•    Áreas curriculares: Linguagens e Códigos / Ciências Humanas

•    Sugestão de disciplinas: Língua Portuguesa / Filosofia

•    Tema: Ética e Cidadania (Exclusão / Inclusão Social)

 

Orientações preliminares

O filme é de origem iraniana. Por esse motivo, antes da exibição, recomenda-se apresentar as informações da ficha técnica, bem como chamar a atenção dos alunos para os aspectos fílmicos, tais como: fotografia, ritmo, cenário, etc.

 

Atividades

Recupere os principais momentos do filme com seus alunos: oralmente, por escrito, a partir dos capítulos do DVD, etc., a fim de que cada um possa expressar o que entendeu sobre o filme.

Explore alguns momentos, de modo que os alunos possam identificar situa­ções típicas de exclusão e de inclusão social.

Pergunte para os alunos o que eles entendem por exclusão social e por inclusão social. Na lousa, registre a definição dos alunos, produzindo um texto coletivo. Peça para os alunos consultarem esse conceito, utilizando preferencialmente um dicionário da área de Ciências Humanas. Compare as definições.

Peça aos alunos para exemplificarem, a partir de diferentes contextos sociais reais, situações de exclusão e inclusão social.

A personagem principal – Mohammad (Mohsen Ramezani) – teve experiências diferenciadas com relação à escola. Discuta com os alunos como Mohammad se sentia na escola especializada para deficientes e na escola comum, e tente concluir qual seria a melhor escola para Mohammad e por quê.

Mohammad é um garoto que tem uma sensibilidade apurada a respeito de sentir o mundo. Discuta com seus alunos como Mohammad “vê o mundo” e o que significa o “paraíso” para ele.

Que lição é possível aprender com Mohammad?

Entre os aspectos fílmicos: o diálogo, a trilha sonora e os cenários, o que chamou a atenção dos alunos?  

Promova um debate com os alunos a respeito das seguintes questões:

Para as pessoas que têm a visão perfeita:

•    “Ver” e “enxergar” têm o mesmo sentido? Justifique a resposta.

•    Em determinadas situações comuns da vida, passamos perto de alguma coisa ou de pessoa e não a enxergamos.

a)  Que situações são essas e por que isso acontece?

b)  Esse comportamento sempre foi assim ou é típico da sociedade contemporânea?

Em grupos de 5 ou 6 alunos, peça a eles que discutam as questões abaixo e registrem as respostas.

•    Relacione diferentes situações de vida que deixamos de viver intensamente pelo fato de não as enxergarmos.

•    Pesquise uma letra de música, uma poesia, um painel, uma figura, um trecho de outro filme, uma obra de arte, etc. que possa representar uma dessas situações da vida que deixamos de viver intensamente pelo fato de não as enxergarmos.

Cada grupo deverá fazer a exposição para a classe sobre o resultado da pesquisa do grupo.

Caso os alunos tenham acesso à obra Manuelzão e Miguilim, de João Guimarães Rosa, poderia ser feito um paralelo entre as histórias dos dois protagonistas: Mohammad e Miguilim. Esse trabalho poderia realizar-se em grupos de 4 ou 5 alunos ou ainda coletivamente sob a coordenação do professor.  Individualmente, peça aos alunos para registrarem uma passagem do filme que mais impressionou a eles e por quê, socializando as produções com os colegas da turma.

Outras possibilidades de trabalho:

Em grupo, os alunos poderiam:

•    eleger, a partir do entorno social da escola, situações representativas de exclusão e de inclusão social;

•    criar mecanismos para maximizar a inclusão social e minimizar as situações consideradas de exclusão social, a fim de melhorar ou até mesmo de reverter o quadro da exclusão do entorno social;

•    divulgar para a comunidade escolar, por meio de exposição com fotos, cartazes, etc., as ações que os alunos julgaram necessárias para maximizar a inclusão e minimizar/reverter o quadro da exclusão do entorno social.

Se possível, organize um debate convidando as instituições representativas dos diferentes setores sociais envolvidos.

 

Ficha técnica

Direção e roteiro: Majid Majidi

Produção: Mehdi Karimi, Ali Kalij

Fotografia: Mohammad Davoodi

Música: Alireza Kohandari

Edição: Hassan Hassandoost

 

Elenco

Hossein Mahjoub - Pai

Mohsen Ramezani - Mohammad

Salime Feizi - Avó

Farahnaz Safári – Irmã mais velha

Elham Sharifi – Irmã mais nova

 
Conheça o projeto Cinema vai à Escola em http://culturaecurriculo.fde.sp.gov.br/programa.aspx
O programa Cultura é Currículo é uma realização da Fundação para o Desenvolvimento da Educação - Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.
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